Comecei a escrever Clarense num sábado de agosto de 2025, no fim de uma manhã em que voltei da feira, deixei a sacola no balcão e sentei com o caderno na sala.
Havia passado duas semanas refletindo sobre uma série de acontecimentos na minha vida, desses que são comuns na vida de qualquer mulher adulta. Queria falar sobre eles com amigas, queria ler a resposta pra muitos, ou mesmo o olhar de uma terceira pessoa sobre eles, queria saber se era paranoia minha ou se de fato acontecia com outras mulheres. Pesquisei no Google e nada. Então resolvi escrever, talvez como um diário, ou uma autoanálise.
Passei duas horas anotando o que queria ler numa revista feminina séria que ainda não existia: moda, dinheiro, amizade, beleza, insegurança, sexo, relacionamento. Não achei uma única que fizesse tudo junto sem cair no tom de propaganda ou no tom de coach. Então comecei a escrever a que faltava.
Clarense não tem rosto e isso é escolha. Prefiro que o texto ande sozinho, que a leitora se lembre do que leu antes de se lembrar de quem escreveu. A palavra vem antes da imagem, o argumento vem antes da personalidade. Escrevo em primeira pessoa porque escrevo do meu ponto de vista real, quase quarenta anos, vivendo em São Paulo depois de algumas temporadas em outras metrópoles, casada num casamento feliz e nem um pouco perfeito, depois de uma série de relacionamentos, contatinhos e transas sem significado, trabalhando com projeto de identidade e direção de arte há mais de uma década. Mas escrevo pra qualquer mulher entre vinte e poucos e cinquenta e muitos anos que reconhece a diferença entre o que a rede social pede pra ela dizer e o que ela realmente pensa quando fecha o app.
O Clube é onde essa conversa fica em pé, em ritmo mais lento, com o tempo que cada assunto merece, com pensamentos que precisam de mais de um reels pra elaborar. Se algum texto do arquivo Clarense ficar pinado no seu grupo de amigas, ou se você começar a abrir o clube durante seu café da manhã, ou fechar sua noite com o clube sendo sua companhia de cabeceira, então o clube cumpre o que se propôs.
O acesso ao clube é anual porque quero te oferecer tempo pra ler quando quiser, espaço pra absorver com calma, e oportunidade pra reler quando fizer sentido. O clube foi feito pra mulheres que acreditam que a vida merece mais densidade do que caberia num carrossel de Instagram. Aqui mora o que a mulher moderna deve saber.
Se você acredita que o clube é seu lugar, seja bem-vinda.
Clarense